segunda-feira, 9 de maio de 2011

Adoçantes - parceiro ou bandido?


Há muito tempo o adoçante vem sendo uma alternativa para quem não abre mão de ter o sabor doce na sua alimentação mas não quer o inconveniente de ganhar peso ou mesmo por ser diabético não correr o risco de uma hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue).

A promessa de uma sabor doce sem caloria alguma deixa a todos num frisson grande. Mas apesar de serem considerados alimentos seguros por órgãos reguladores de países como Brasil e EUA, a toxicidade e os riscos destes produtos causam certa polêmica, o que divide a comunicade médica e científica.
Nem todos os adoçantes são menos calóricos do que o açúcar,
portanto não dá para ir usando indiscriminadamente com a ilusão de que você vai emagrecer. O açúcar mascavo, mel, ou até açúcar cristal, ao invés do refinado, são alternativas que não devem ser desprezadas, já que são mais naturais", afirma a nutricionista Lara Natacci Cunha, de São Paulo

O grande vilão para os doentes renais, hipertensos, cardíacos é a grande quantidade de sódio presente nos adoçantes e portanto pode inclusive promover uma retenção de líquido, o que pode promover edemas. Nas crianças o uso de adoçantes só deve ser feito se indicado por um médico e fazer com que estas tenham uma dieta mais balenceada do que fazer com que elas ingiram adoçantes.

Uma polêmica com os adoçantes é estes podem causar hiperinsulinemia, trocando em miúdos, aumenta a quantidade de insulina no sangue o que pode proporcionar mais fome e fome de carboidratos. Pode-se dizer que os adoçantes fazem uma bagunça metabólica, e isso é relativamente perigoso. Além de causarem um risco de engordarem, será?

Existem os adoçantes naturais que já conhecemos e que possuem matérias primas de origem natural, porém são calóricos.

Durante a pesquisa sobre os adoçantes, achei algumas coisas interessantes, algo como quadros comparativos, que compartilharei com os amigos para análise, questionamentos, comentários, experiências pessoais, etc.

Os adoçantes:

Aspartame - alternativa quase sem calorias ao açúcar, com poder adoçante 200 vezes superior ao do açúcar natural. Além de perder o sabor quando submetido a temperaturas superiores a 120ºC, assim que penetra no sistema digestivo, libera dois aminoácidos (ácido aspártico e fenilalaninae metanol), que não são metabolizados por portadores de uma deficiência genética chamada fenilcetonúria. Muito utilizado em refrigerantes e bebidas em geral, além de gelatinas, sobremesas congeladas, cereais matinais e doces em geral, o aspartame vive uma polêmica quanto á sua toxicidade. Enquanto alguns estudos apontam uma conexão do adoçante com a morte de neurônios e o aparecimento de câncer em ratos, outros vão na direção contrária, garantindo que o adoçante é completamente seguro para consumo, sendo aprovado pelos órgãos reguladores dos Brasil e EUA, entre outros. É contra indicado para gestantes e não deve ser utilizado em alimentos quentes, pois perde a capacidade de adoçar e libera metabólitos tóxicos nos alimentos.

Sacarina considerado o primeiro dos adoçantes artificiais, é quase 500 vezes mais vezes doce que o açúcar comum. Como não é metabolizada pelo corpo, não tem calorias. Mas vem carregada de desvantagens: seu uso já foi associado ao aparecimento de câncer, especialmente o de bexiga. Por isso, os Estados Unidos tentaram banir o adoçante e obrigaram os produtos que continham sacarina a apresentar uma tarja avisando tratar-se de produto que havia apresentado sinais cancerígenos.Esse alerta foi retirado em 2000, por falta de comprovação científica. Mesmo assim, o uso desse produto caiu consideravelmente em todo o mundo e, até hoje, não é recomendada sua utilização por grávidas. A sacarina é um adoçante popular, também composto por um derivado do petróleo (ácido sulfanoilbenzóico), não é recomendado para hipertensos e é estável a altas temperaturas. Por deixar um residual além de amargo, também metálico, geralmente é combinado a ele. Seu poder adoçante é entre 200 e 700 vezes maior do que o açúcar, e é utilizado em muitos produtos.

Sucralose cerca de 600 vezes mais doce do que o açúcar, é o único adoçante derivado do açúcar comum e, como também não é metabolizado pelo corpo, não contém calorias. É muito utilizado em alimentos e bebidas de baixas calorias, com a vantagem de que suporta altas temperaturas sem perder o sabor. O adoçante também já foi suspeito de causar câncer, mas nenhuma evidência que apontasse seus malefícios foi comprovada.

Stevia este adoçante natural é extraído de uma planta originária da Serra do Amanbaí (Stevia Reubadiana) , na fronteira do Brasil com o Paraguai. Cerca de 300 vezes mais doce do que o açúcar comum, é considerado sem toxicidade ao organismo. Pesquisas mostram que é uma boa arma no combate a obesidade e doenças cardíacas, podendo ser usado por diabéticos sem problemas. Sua grande desvantagem é o forte sabor amargo que deixa gosto um residual desagradável após a utilização. Além disso há indicações de que possa ter efeito anticoncepcional uso descoberto pelos indígenas. Muito consumido no Japão e é o único adoçante de origem vegetal produzido em larga escala.

Frutose açúcar encontrado principalmente nas frutas, mas também nos cereais, vegetais e mel. Por ser metabolizada no fígado, sem a presença de insulina, é bastante usada na fabricação de alimentos para diabéticos. Também utilizada por atletas, pessoas com problemas gástricos e cardíacos e por quem procura emagrecer. O único alerta é que essa variação de adoçante contém calorias e, dependendo da quantidade, pode engordar.

Acesulfame Foi descoberto em 1967 e é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético. Consiste em outro adoçante não metabolizado pelo organismo, 200 vezes mais doce do que o açúcar comum. Resistente a altas temperaturas, é usado em bebidas alcoólicas, adoçantes líquidos, bolos, sobremesas congeladas e tortas, entre outros. Seu uso, contudo, chegou a ser suspenso em 1988: testes em laboratórios norte-americanos levaram animais a desenvolverem tumores benignos e problemas de tireóide associados ao adoçante. Entretanto, a falta de provas científicas concretas levou o acesulfame de volta ao mercado. Com sabor residual parecido com a glicose, não é recomendado para pessoas que precisem limitar sua ingestão de potássio, ou seja, doentes renais.

Tagatose produzido a partir do açúcar do leite, tem cerca de 1,5 caloria por grama e também não é digerido pelo organismo. Costuma ser misturado com outros tipos de adoçante, mas, como é uma novidade no mercado, ainda não está presente em muitos produtos alguns que a utilizam são a americana Diet Pepsi. Ainda não há pesquisas que apontem alguma toxicidade específica no uso do adoçante, apenas alguma intolerância gastrointestinal se consumida em grandes quantidades.

Ciclamato Foi descoberto em 1940, a partir de um derivado do petróleo, o ácido ciclo hexano sulfâmico, é cerca de 50 vezes mais doce que o açúcar e muito utilizado como adoçante na indústria de alimentos e bebidas. Resistente a altas temperaturas, costuma deixar um gosto residual forte na boca e também não é metabolizado pelo corpo, sendo de baixíssima caloria. Contudo, suas desvantagens são grandes: seu uso é proibido nos Estados Unidos e países como Japão e França por seus efeitos cancerígenos. Mas alguns países alegam a falta de provas concretas e liberam o comércio, como é o caso do Brasil e mais outros 50 países.

Xilitol, Sorbitol e Manitol adoçantes criados a partir da redução da glicose (sorbitol) e da frutose (manitol) e também pela hidrogenação da xilose (xilitol). São calóricos: cada grama contém 4 kcal. Mas, por não causarem cáries, têm sido amplamente empregados pela indústria na produção de goma de mascar e balas. O Manitol é encontrado em algas e vegetais e possui efeito laxativo se consumido em excesso. É obtido a partir da redução da frutose. Não favorece o aparecimento de cáries. É estável a altas temperaturas e utilizado somente industrialmente, na produção de alimentos (geralmente associado ao sorbitol). Pode ser consumido por diabéticos.
O Sorbitol é

obtido a partir da redução da glicose. Doses diárias acima de 70 gramas possuem efeito diurético e laxativo. Pode ser consumido por diabéticos e não favorece a formação de cáries. É misturado com outros edulcorantes para acentuar o brilho e a viscosidade de certas receitas. Possui o sabor um pouco mais adocicado do que a sacarose, apesar de seu poder adoçante ser 0,5 vezes mais fraco.


Maltodextrina é

um carboidrato de absorção gradativa, constituído a partir do amido de milho, e é contra indicado para diabéticos por conter dextrose, glicose e vários açúcares. Perde o poder adoçante em temperatura alta. Se misturado com outros edulcorantes, encorpa a receita. É cerca de 1,5 vezes mais doce do que a sacarose.

E aqui um quadro para termos uma noção da quantidade que podemos utilizar destes adoçantes:

Edulcorante

Quantidade máxima por dia

Sacarina

5,0 mg / kg de peso

Ciclamato

7,0 mg / kg de peso

Aspartame

40,0 mg / kg de peso

Steviosídeo

5,5 mg / kg de peso

Acesulfame K

15,0 mg / kg de peso

Sucralose

5,0 mg / kg de peso

Xilitol, Manitol, Sorbitol

15,0 mg / kg de peso


Agora faça sua reflexão, pese as vantagens e riscos e consulte alguém de sua confiança e que tenha conhecimento para dar um parecer correto
Tudo que você ingere, interfere diretamente na sua qualidade de vida. Os adoçantesestão presentes em tudo, com o nome de edulcorantes e por isso você precisa ler atentamente os rótulos e os componentes dos produtos que você consome. Sua saúde e da sua família dependem disso. Será uma coincidência a alta prevalência de tumores do aparelho digestivo? Pense nisso.




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