quarta-feira, 12 de maio de 2010

O futuro da Farmácia no Brasil

O Brasil é um país que persegue a excelência em questões da saúde há anos e não está conseguindo alcançar por inúmeras razões, como a falência do sistema público, a incompetência na educação dos profissionais da saúde e a total falta de capacidade de pensar causas e efeitos dos problemas pontuais na saúde brasileira. Existem bolsões de desenvolvimento em saúde, que estão muito concentrados nas capitais principalmente no Sudeste (e mais ainda em São Paulo)o que faz com que o todo se perca na incompetência e no vazio das informações e da vontade dos profissionais da saúde em fazer o diferente.
Todo futuro de qualquer coisa que se diga humano passa pela educação, e a educação dos profissionais da saúde dever passar por mudanças substanciais, o profissional precisa saber mais, exigir mais da sua universidade em estrutura e professores, ter a disciplina de manter seus estudos,compartilhar conhecimento,ter um perfil mais crítico e científico sem perder a humanidade e o conhecimento da sociedade em que vive.Isto vale para todos os profissionais da saúde, principalmente para o pessoal de front como os enfermeiros e médicos e também para o pessoal que fornece e produz informação que precisa ganhar seu espaço para fazer com que o front tenha mais condição de produzir como nós, os farmacêuticos.
Os profissionais farmacêuticos possuem um momento histórico para fazer a diferença, o advento da RDC 44 faz com que a obrigação de desenvolver predicados clínicos e de estudos irá desenvolver os profissionais na marra!
Àqueles que tiverem alguma resistência em estudar, se atualizar ou até mesmo de se comunicar vão ter muitas dificuldades em se posicionar no mercado que está por surgir. Dar a informação completa ao paciente, fazer uma consulta farmacêutica para desvendar supostas interações, padrões nutricionais, informações sobre características de drogas enfim, muitas coisas estão para ser feitas de maneira obrigatória.
O futuro da Farmácia no Brasil está pautada na geração de informação, desenvolvimento de pesquisas em farmacovigilância e clínica e de colocar o farmacêutico como protagonista na saúde da nação tanto no balcão da farmácia como nos hospitais e postos de saúde. A farmácia deve ser um instrumento de saúde e não de comércio, com essas sensíveis mudanças para o futuro, a Farmácia Brasileira deverá ganhar um status mínimo que fará com o país ganhe muita qualidade e os profissionais farmacêuticos ganhem o respeito perdido há muito tempo. Viva a farmácia e viva aos farmacêuticos!!

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