

Como coloquei no post anterior, o papel do farmacêutico está passando por transformações drásticas o que é bom depois de décadas de ostracismo e perda de espaço entre os profissionais da saúde.
Em um trabalho hercúleo, os farmacêuticos hospitalares brasileiros encaram inúmeros desafios e mesmo assim conseguem desenvolver suas funções, embora com muitas dificuldades de formação acadêmica e de oportunidades de reciclagem, bem como apoio das direções dos hospitais, clínicas e etc.
Agora, estes profissionais terão que escolher em qual área querem atuar, ou vão cuidar da parte administrativa (que é muito complicada) ou deverão estudar muito e se embrenhar na parte técnica.
Entender de medicamento é pouco, o farmacêutico terá que dominar a farmacoterapia com detalhe, criar um banco de dados de incompatibilidade e interações medicamentosas, dominar o equilíbrio de fluídos e eletrolítico, nutrição, além de patologias, medicina interna, enfim, é um novo universo para o farmacêutico brasileiro assim como para todos os profissionais de saúde.
Essa intervenção do farmacêutico diretamente com o paciente e a equipe multidisciplinar chamamos de farmácia clínica ou também de atenção farmacêutica. Pode-se dizer que farmácia clínica é a ciência e a atenção farmacêutica é a ação.
Como diz o Dr.Jose Liporage da Fiocruz, não basta gostar só dos ítens obrigatórios da profissão como farmacologia, por exemplo, é necessário gostar de pessoas e de ajudar. Um senso de humanidade que foi abandonada por nós farmacêuticos por muitos anos e que devemos retomar com toda a força, para reconquistarmos nosso precioso papel na saúde pública.
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